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       Não existe uma definição que permita sintetizar a essência da poesia. O poema é uma expressão verbal rítmica, é uma arte da linguagem, geralmente associada à versificação, permitindo sugerir e evocar, através da seleção e combinação harmoniosa das palavras, do ritmo e da musicalidade, uma infinidade de sensações.
       Dessa forma, seria um ledo engano querermos dizer que um amontoado de palavras justapostas, mesmo que dispostas esteticamente, formam um poema. Para que um texto seja considerado como poema ou poesia, é preciso que as palavras estejam harmoniosamente combinadas e provoquem no leitor a sensação e o sentimento do “belo”.
       Há quem diga que existe diferença entre poema e poesia, porém entendemos que os dois termos como que se confundem. O que, em resumo, interessa é que tanto o poema ou a poesia – como queiram chamar um texto em versos – precisa provocar em nós sensações e sentimentos, estímulos e emoções, porque o poema é a expressão de tudo o que existe e o material do poeta é a vida. O poeta é um criador e busca também em sua imaginação os elementos da poesia.
        A propósito, Olavo Bilac, “o príncipe dos poetas brasileiros”, em seu poema intitulado “A UM POETA”, sugere que o poeta é um artesão da palavra:

“Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!”

     Além do fato de tocar o leitor, um texto somente poderá ser considerado como poema ou poesia, se tiver entre outras, estas características:

  • a ocupação particular no espaço da página;
  • a repetição de acentos e sonoridades, tais como rimas, assonâncias e aliterações:
  • as figuras de linguagem, os ecos entre as palavras, maior liberdade em relação à construção sintática e outras qualidades que a diferenciam de um texto em prosa.

     Por isso, não vale achar que simplesmente dispor as palavras esteticamente no papel é fazer poesia, porque o poema requer cadência, sonoridade, musicalidade, imagens e figuras de linguagem e um sem número de características que tornam o texto como que uma escultura lapidada com muito esmero.
     Pela forma como a poesia é praticada, podemos dividi-la basicamente em dois gêneros: épico e lírico. Todavia, quanto à matéria praticada na poesia, a grosso modo, podemos dividi-la em três gêneros, a saber: poesia sentimental, bucólica e  religiosa.  Há ainda que se atentar para uma outra classificação defendida pelo sistema filosófico de Hegel. Nessa linha, a poesia seria classificada em épica, lírica e dramática. No entanto, os gêneros podem ser tantos quantos forem os temas praticados. Dessa forma, visando individualizar cada poesia, dentro de sua característica própria, decidi classificar tematicamente os trabalhos aqui contidos dentro dos seguintes gêneros:

         
  • Lírico
  •      
  • Dramático
  •      
  • Filosófico
  •      
  • Social
  •      
  • Ecológico
  •      
  • Religioso
 
 
 
 
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